quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tempos "modernos"...


ANÁLISE SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS

FREI BETO

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom então de manhã você pode brincar dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de "garota robotizada".

Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à "malhação do espírito".

Acho ótimo! vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Yes!



Esse filme é muito bom! Interessante mesmo!
Está enganado quem acha não ser possível acrescentar algo "novo" na vida ao assistir um "enlatado americano".
Não é questão de auto-ajuda (tá bom,é um pouco sim...),mas fato é que esse filme evindencia o poder que uma simples palavra (ou atitude) pode ter em sua vida.
Seja qual for essa palavra,ou atitude.
A verdade é: quando você está consonante com VOCÊ, com a sua evolução pessoal,e consequentemente com o seu bem-estar,é possível aprender e tirar lições dos mais diversos "lugares" e situações.Aprender com os próprios erros,e mais além: aprender com os "erros" dos outros também,por que não?

Para muitos,apenas essa "tomada de consciência" de que o nosso principal propósito nessa vida é APRENDER, seja no âmbito espiritual,ou simplesmente social (pra quem não acredita em algo mais além), ocasionará uma incrível revolução!

Pode ter certeza que...SIM!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

I’m Just walk along...



Há males, amar-lhes.

SATISFACTION!
OBSESSION!

Estão aí duas palavras que aparentemente não têm muito em comum.
Mas esses “ dias aí ”,de “dor de garganta”,febre, indisposição e mais UM TAAAAANTO de coisas, colocaram a minha “cachola” pra funcionar.
Como dizem: “Há males que vem para o bem”.
E descobri que, nem sempre, cabeça vazia é oficina do... você sabe quem...né? Uhauhauhha

Reorganizar, refletir,RE-Re-Refletir (gagueira)...e chegar a uma resposta só sua!

Ahhh, a resposta, “The answer”! Fresquinha, “quentinha feito pão de padaria!”
Não há sensação melhor!!!

Felicidade e satisfação, para que sejam “rotina”, é preciso a sua obsessão por elas!
Não aquela obsessão de quem “faz” e espera algo em troca, mas aquela obsessão de quem faz e consegue satisfação “apenas” no fazer... e você colhe os frutos disso.

Rotina faz bem! Rotina de felicidade faz bem!

Existem os “gênios” que já nascem com os mais variados Dons!
Existem coisas que já são “instintivas”, e outras nem tanto... e isso varia de pessoa para pessoa.
Para a maioria das pessoas: o que seriam delas se não tivessem sido obcecadas?
Mesmo que a contragosto para: estudar, o bebê que aprende a falar, a engatinhar, andar e depois correr! O músico que toca muito bem o seu instrumento ou o “gourmet” que prepara deliciosos pratos. Muito disso em nossas vidas são fruto da BUSCA INCESSANTE dessa “coisa”, a gosto ou a contragosto, ou por instinto.

Pq não a satisfação? Pq não a felicidade?

É possível.E chegar a uma conclusão só sua (ao menos momentânea) não tem preço!
Quando se ouve dizer: “A felicidade não é um destino final, mas saber apreciar a caminhada”.
Eu digo pra mim mesmo: “I walk along , I’m Just walk along”.