domingo, 31 de julho de 2011

Back to The future : Clássico da infância...



Esse é um clássico da minha infância, (quem tem mais de 21 com certeza já assistiu).
E engraçado como essas "coisas" da infância nos marcam por uma vida toda!!!
Engraçado sou eu ,de vez em quando, ainda pensar sobre escolhas que fiz/faço ou deixei de fazer, por causa desse filme.
Esse filme mostra muito bem o "poder de cada coisinha" que acontece em nossas vidas...
E que tudo depende da nossa postura diante das mais variadas ocasiões.

Pelo menos de algumas coisas nós temos controle né?
Deus é bom! o/ ^ ^

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Abstract "pretensioso" sem pretensão. ^^



A Vida é uma linha tênue entre a existência e o “caos”. A figura acima ilustra muito bem. A gente deve sempre estar em movimento, procurando o "equilíbrio”, para nos mantermos o maior tempo possível nessa aventura.É claro que na vida também existem variáveis que independem desse nosso esforço.Dar alguns passos para trás ou diminuir a velocidade,em muitos momentos se fazem necessários! Retornar nessa "linha”... Ahh... isso é perigoso, pra não dizer impossível.

Dê um passo de cada vez... não tenha pressa,medo é natural,mas também é preciso coragem nessa tentativa louca e "sem explicação" que é a nossa existência.(sem explicação entre aspas).

O que digo? se eu pudesse lhe deixar um conselho lhe diria: Aproveite a lua cheia! (Olha que linda!) aproveite a visão láaaaaa de cima...dê risadas,sinta o vento em seu rosto!
Mas isso também é outra história... e só terá algum significado pra você quando você "acordar" e perceber que "continuar essa caminhada" é inexorável.O real sentido está no que fazemos dessa caminhada: se fazemos dela uma coisa austera e difícil,ou se a levamos com leveza e paixão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Nenhuma história se escreve sozinho"



Hoje após a “sesta depois do almoço” (posso me dar ao luxo, afinal estou de férias!), acordei com esta frase em mente: “Nenhuma história se escreve sozinho”. Isso a princípio pareceu óbvio... afinal vivemos em sociedade,e mesmo que vivêssemos “cada um por si”,escondidos em algum recanto do mundo,mesmo assim acredito que tudo influência a todos, como aquela história de “efeito borboleta”. Na teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo (algo assim... rs). De nossas vidas, somos os “principais roteiristas”,mesmo que em algumas épocas e momentos a gente não tenha consciência disso.
Hoje em dia consigo enxergar mais claramente o quanto somos fruto de nossas escolhas...
A gente não deve encarar a vida com “lados”,lado positivo e lado negativo das coisas,fracasso/sucesso...NÃO EXISTE PROTAGONISMO E ANTAGONISMO NA VIDA!
Encare a vida como um aprendizado, encare-a como algo que, para o seu próprio bem, você deverá aprimorar enquanto você respirar.
Para esse aprendizado somos insuficientes meu caro, ou minha cara... precisamos do outro que nos faça rir...as vezes que nos faça chorar,pra darmos mais valor ao sorriso...
Sim... precisamos uns dos outros, estamos todos no mesmo caminho, saiba você disso, ou não...e não existe atalho.
Todos querem ser felizes, mas nem todos enxergam as oportunidades... querem o Sol ou a lua,com isso esquecem de olhar as árvores ao seu redor.

sábado, 16 de julho de 2011

Há um tempo...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia! e se não ousarmos fazê-la...teremos ficado...para sempre...à margem de nós mesmos."

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vida: Viva!


"Uma mágoa não é motivo pra outra mágoa. Uma lágrima não é motivo pra outra lágrima. Uma dor não é motivo pra outra dor. Só o riso, o amor e o prazer merecem revanche. O resto, mais que perda de tempo...é perda de vida."

(Chico Xavier)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia em forma de árvore...



Originária da Ásia, na cultura japonesa (chamada de Sakura no ki (桜の木)), sendo o significado de Sakura flor de cerejeira, a cerejeira era associada ao samurai cuja vida era tão efémera quanto a da flor que se desprendia da árvore. Já o fruto tem o significado de sensualidade. Por seu vermelho intenso e maduro, a cereja suculenta é talvez o exemplo mais proeminente.
A flor da cerejeira já foi considerada uma das flores mais belas, tanto pelo seu formato como pela delicadeza e espessura das suas pétalas. Na Índia essa flor é considerada sagrada, e nas casas que tem essa flor nunca falta nada, diz a lenda da flor de cerejeira da Índia.

Todos os anos, é sempre notíciado o florescimento das cerejeiras no Japão, flores que surgem uma vez ao ano e duram apenas uma semana, momento que é celebrado ao ar livre por lá, lembrando a preciosidade e transitoriedade da vida. Essa planta, chamada Sakurá pelos japoneses, é o símbolo da felicidade no Japão. O chá de pétalas de sakurá é utilizado em rituais como casamentos e ocasiões festivas.

Aqui no Brasil, podemos pensar no costume de dar flores em geral. Podemos ver que há presenteio de buquê de flores quando há nascimento de uma criança, assim como quando um homem quer conquistar uma mulher (seja num primeiro encontro ou após anos de casamento), assim como são enviadas coroas de flores quando há falecimento de um algum conhecido.

Vemos a presença das flores, portanto, em diferentes momentos da vida, no nascimento de uma pessoa, no nascimento (ou renascimento) do amor, na perda de alguém querida - na morte. A flor é um belo símbolo da transitoriedade, apontado que a vida implica em morte, e como as flores, um dia deixaremos de existir.

Há um texto poético de Freud chamado "Sobre a Transitoriedade" (vol. 14 das Obras Completas). Ele inicia o texto pelo relato de uma conversa com um amigo que também era poeta. Ao passearem pelo campo, num dia de verão, admiravam o esplendor da natureza. Contudo, o poeta admirava sem entusiasmo ou alegria, perturbado com o fato de que tudo aquilo estava destinado a morrer no inverno, da mesma forma que a beleza humana e todas as obras que fossem fruto do poder criativo dos homens sempre teriam um fim. Parecia-lhe que a transitoriedade tirava o valor daquilo que ele poderia amar ou admirar.

Freud, no entanto, acredita que a transitoriedade das coisas não tira o seu valor, pelo contrário, aumenta. Na sua visão, diferente da do amigo poeta, pelo fato daquela beleza um dia se extinguir, seu valor é aumentado. O famoso pensador se lamenta por não ter conseguido que o amigo se tocasse com suas considerações acerca da transitoriedade.

Freud então começa a questionar o que poderia ter levado o amigo a se fixar tanto nessa revolta contra a perda, e conclui que isso deveria estar ligado a nossa dificuldade de aceitar o luto, pela morte daquilo que amamos.

Somos muito apegados ao que amamos e nos é muito difícil dizer adeus ao que nos é muito precioso. Mesmo diante da guerra, que destrói vidas e lugares, Freud acredita ser possível manter nossa vontade de reconstrução mesmo diante do encontro com essa fragilidade da cultura - a destruição em massa.

Podemos supor que, ao nos darmos conta de nossas fragilidades - como da nossa dificuldade em nos desapegar das coisas, da nossa própria efemeridade, não precisamos recuar para o caminho da tristeza. Podemos, por outro lado, ficar mais cientes da transitoriedade e buscar lidar com as perdas e lutos com mais maturidade - já que fazem parte da vida, até que um dia possamos assumir nossa condição natural - sem tanta dor e pesar - de ser belos e efêmeros como a flor da cerejeira.